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Fusca de Cinema: Essa pequena é uma parada - What’s Up, Doc? (1972)

POR 17.11.17

Lembro de ter visto esse filme na minha infância na época que a Sessão da Tarde era boa e passava grandes clássicos do cinema. Quem não lembra do saudoso Jerry Lewis no célebre Professor Aloprado? Pois então, Essa Pequena é uma parada (em Inglês What's up, Doc) de 1972 é dessas comédias que você ri do princípio ao fim.


Essa Pequena é uma Parada traz de volta aquele clima das comédias malucas, típicas dos anos trinta e que traziam situações embaraçosas, batalhas de sexo e muita, muita correria.

O roteiro, escrito por Buck Henry, David Newman e Robert Benton, a partir de uma história do próprio diretor, é uma comédia maluca, ou screwball comedy, como chamam os americanos. Tudo começa quando dois pesquisadores, Howard (Ryan O’Neal) e Eunice (Madeline Kahn), chegam em São Francisco para participarem de um congresso. Eles terminam se envolvendo com Judy (Barbra Streisand) e, daí em diante, é confusão atrás de confusão. Além disto há um caso de uma bagagem trocada, que provoca mais confusão com o sumiço de documentos secretos e jóias.

As confusões do barulho aqui estão todas centradas em uma mala, ou melhor, em 4 valises exatamente iguais. Uma delas contém roupas e objetos pessoais, a outra pedras de valor arqueológico, uma terceira está lotada de joias e a última guarda documentos secretos do governo. Em uma daquelas coincidências maravilhosas que só a ficção nos oferece, as 4 malas e seus donos (e também os interessados em furtá-las) vão parar todos em um mesmo hotel que está recebendo uma Convenção de Músicos. Howard Bennister (Ryan O’Neal), o dono da mala cheia de roupas, é um dos concorrentes na convenção ao prêmio de 20 mil dólares. Tímido e um tanto quanto paranóico, o músico vê suas chances ao prêmio diminuirem e aumentarem ao mesmo tempo devido a intervenção de Judy Maxwell (Barbra Streisand), uma pequena diabinha loira de olhos azuis que surge do nada e passa a atormentá-lo. Enquanto Howard tenta livrar-se de Judy, os outros personagens envolvem-se em todo o tipo de mal entendidos, constrangimentos e confusões possíveis na tentativa de roubarem as malas uns dos outros.


A química que se estabelece em Streisand e O’Neal não poderia ser melhor. Além disso, Bogdanovich imprime um ritmo tão alucinante que, em alguns momentos, não conseguimos respirar direito por conta das contínuas gargalhadas. Em tempo: o título original do filme é uma referência à famosa frase do Pernalonga, que no Brasil recebeu a tradução de “o que é que há, velhinho?”.


Bom, o fusca que aparece em uma incrível e hilária perseguição (vídeo abaixo) é um Fusca Sedan 1968 Azul Real modelo alemão e fabricado nos EUA. 

O fusca é roubado da calçada na frente da Igreja de São Pedro e São Paulo no Washington Square Park em São Francisco, e o Beetle se esconde em um transportador de carro em uma área da cidade onde muitas concessionárias de automóveis já estavam localizadas.


A produção não teve permissão da cidade para conduzir os carros nos degraus concretos no Alta Plaza Park em San Francisco; Estes foram gravemente danificados durante a filmagem. No final da perseguição do carro, quase todos acabam se encontrando na Baía de São Francisco - exceto O'Neal e Streisand, confortavelmente à tona no Fusca (veja imagem).



A Volksvagem utilizou durante muitos anos a imagem desse filme para fazer propaganda, onde  defendeu a habilidade notável (e real) do Beetle de flutuar na água. Durante a realização desta cena, o ator Sorrell Booke quase se afogou na Baía.

Impressionante como o nosso besouro rouba a cena! VEJA:



Saiba mais sobre o filme aqui


ESSA PEQUENA É UMA PARADA - Trailer original




Poster Original do Filme

Dois amigos se aventuram rumo ao Alasca a bordo de um Fusca 1967

POR 16.11.17

Sair por aí e viajar de carro é o sonho de muita gente. Alguns querem um carro grande e confortável, outros uma van para curtir o clima hippie. Uns, no entanto, preferem a aventura. Para isso, escolhem um... Fusca. É o caso dos estudantes Mateus Galvão e Igor Ferreira, que saíram do Rio e estão rumando para o Alasca. Sim, o Alasca! Aquele estado lá no topo dos Estados Unidos, que no inverno tem média de 24°C negativos. 

- A ideia surgiu em um churrasco. Um amigo dos nossos pais falou para irmos de Fusca para o Alasca. Foi só aquele papo, mas ninguém pensou que fosse acontecer. Saí do trabalho e pensei que a ideia era maluca, mas era possível. Alguns outros amigos nossos também toparam e decidimos ir de Kombi. Acontece que, na hora da verdade, a galera desistiu e ficamos só nós dois. Por isso optamos pelo Fusca - conta Mateus.

Tudo aconteceu rápido: Mateus saiu do trabalho em julho e perguntou ao amigo Igor se ele topava a ideia. Igor demorou 10 segundos pensando e decidiu que iria junto. A missão era achar um carro relativamente bom e barato para a jornada. 

Mateus conta que achou o carro em Realengo, no subúrbio carioca, fechou negócio e logo colocou o carro na oficina para uma reforma rápida e revisão dos componentes. Em setembro os dois já estavam na estrada.

O Fusquinha 1967 está quase todo original. Os pneus diagonais já furaram mais de seis vezes - Foto: Arquivo pessoal

O Fusquinha verde 1967 é quase todo original. O motor é o original 1300, com sofríveis 46cv de potência na época. Com o tempo, com certeza alguns cavalos se perderam pelo caminho, o que torna o carro ainda mais fraco. Como melhoria, apenas um kit de ignição eletrônica para facilitar a partida do motor e um alternador para gerar energia suficiente para o som e entradas para recarregar o celular. O banco traseiro deu lugar a um armário de madeira reciclada para facilitar a acomodação das bagagens.

Já foram quase 11 mil quilômetros percorridos entre Brasil, Argentina, Chile, Peru, Equador e Colômbia. Hoje, o trio está no sul da Costa Rica, onde pretendem aproveitar um pouco da América Central com calma. Mateus e Igor são surfistas e sempre sonharam em curtir as ondas por lá.

Motorhome brasileiro rebocou o Fusca depois de uma pane elétrica - Foto: Arquivo pessoal

O único momento de apuros aconteceu na fronteira da Argentina com o Chile. Um problema elétrico no sistema de ignição eletrônica deixou os dois a pé no meio do nada. Ambos teriam que dormir em um posto de gasolina, com um frio de quase 2 graus negativos. Por sorte, um motorhome de duas brasileiras também estava por lá e elas rebocaram o carro até o Chile. De lá, um caminhão cegonha do Paraguai ajudou o Fusquinha a chegar em um mecânico e resolver o problema. A melhor parte disso? O conserto foi uma cortesia dos proprietários da oficina, que ficaram impressionados com a aventura.

E para quem também sonha em sair por aí viajando de carro, Mateus deu algumas dicas:

- O primordial é ter coragem, disposição e planejamento. Não é fácil ficar o dia inteiro na estrada, rodando por lugares onde não se vê nada e ninguém. A parte da alimentação também é complicada, ficamos horas sem comer em alguns dias para não atrasar o cronograma. A barreira da língua também é uma dificuldade. Nós falamos espanhol, mas tivemos alguns problemas. Não fizemos um planejamento tão detalhado quanto deveria e sofremos com isso. É necessário um planejamento bem completo para não ser surpreendido com a quantidade de pedágios, como nós fomos. Isso sem contar no susto na hora de embarcar o carro da Colômbia para o Panamá. O frete custaria quase US$ 2 mil (mais de R$ 6.500). Por sorte, conseguimos dividir um container com uma Kombi e uma moto da Argentina, o que nos salvou de gastar uma fortuna nessa parte da viagem - concluiu.



FONTE: O GLOBO

Fusca de Cinema: O ILUMINADO (1980)

POR 31.10.17
Um dos veículos mais populares da história, o Fusca também fez sucesso no cinema. Além de protagonizar a franquia “Se meu Fusca falasse”, na pele do simpático Herbie, o besouro marcou presença em diversos outros filmes.

Começo essa coluna aqui no blog com um filme que, apesar de me dar medo (principalmente pela loucura do cara), eu adoro... Trata-se do clássico cult O ILUMINADO.


O filme “O Iluminado” (The Shining) é um terror psicológico produzido e dirigido por Stanley Kubrick, em 1980. Baseado no romance de mesmo nome de Stephen King, a obra conta a história de Jack Torrance, um escritor e alcoólatra em recuperação que vai trabalhar como zelador no isolado Hotel Overlook. Jack é casado com Wendy, e o filho do casal, Danny, tem a habilidade de ver o passado e o futuro, além dos fantasmas que habitam o hotel. Logo que chegam ao Overlook, a família acabou presa por uma grande tempestade de neve e as presenças sobrenaturais do local começam a influenciar negativamente Jack.


O fusca que faz sua aparição em O ILUMINADO é um sedan amarelo de 1973 que a família dirige da montanha até o hotel.



A tomada aérea que abre o filme acompanhando o fusca amarelo de Jack pela estrada em direção ao hotel, com uma aterradora música composta por Wendy Carlos e Rachel Elkind, Kubrik já quer nos passar estranheza e um certo senso difuso que o destino daquele automóvel não é bom. 


CURIOSIDADES

O filme é baseado no livro escrito por Stephen King, mas Kubrick inseriu muito de sua visão pessoal e mudou bastante a obra original, o que não agradou muito o autor. Um trecho que mostra claramente essa mudança é que o carro da família no livro é um fusca vermelho, e no filme é amarelo.


Porém, isso não quer dizer que o veículo original não tenha aparecido no filme: existe uma cena de acidente de trânsito na neve em que um caminhão atingiu em cheio um fusca vermelho. Essa seria uma mensagem do diretor ao autor original.



VEJA A FAMOSA CENA DE ABERTURA ONDE O FUSCA APARECE:


Saiba Mais sobre o filme aqui.

 



Casal de SC rifa Fusca para ajudar na festa de casamento

POR 31.10.17

Há dois anos juntos e com a certeza que é para ser, o casal Andressa Kelly Santana Silva, 21 anos, e Lemuel dos Santos Dias, 22, ela de Palhoça e ele de São José, na Grande Florianópolis, estão se desfazendo de um xodó para realizarem o grande sonho: uma festa de casamento. Para isso, colocaram seu Fusca 77, como prêmio de uma rifa. Bóra participar?

Andressa, que trabalha como fotógrafa, de uma coisa tem certeza: o amor de Lemuel é verdadeiro. Ele abriu mão do Fusquinha querido para se casar. O veículo foi comprado pelos dois há um ano e meio, mas é ele, que atua como vendedor, que nutre um carinho maior pelo carro. 

Os dois se conheceram num culto, numa igreja no bairro Campinas, em São José. Ela sempre frequentou o local desde criança e, inclusive, cantava. Ele veio de Minas Gerais há três anos, e como tocava bateria, em pouco tempo parou nas baquetas da banda religiosa. Papo vai, papo vem, se apaixonaram. 

— Estamos juntos há mais ou menos três anos. Acabamos no começo, e agora estamos juntos mesmo há dois. E foi quando voltamos que nos decidimos: é para sempre. Nosso sonho é fazer uma festa de casamento, mas como tudo é muito caro, resolvemos fazer a rifa — contou Lemuel.

Os dois pretendem se casar no ano que vem, em uma data que ainda será escolhida. Tudo vai depender do quanto arrecadarem com as vendas da rifa. E também somente depois do casamento, que vão pensar em juntar as escovinhas.

— A gente quer fazer tudo certinho — disse Andressa.


As rifas serão vendidas até o início de dezembro. Por enquanto, a data certa do sorteio não foi definida, mas será próxima do Natal. O sorteio ainda será realizado ao vivo pelo Instagram do casal: o @rifadofusca. Segue lá!

E Lemuel avisa: a tristeza em passar o Fusca para frente será passageira. 

— Depois do casamento, depois que juntarmos dinheiro novamente, se tudo der certo, gostaria  de voltar a comprar um Fusca. Porque eu adoro demais — brincou. 

Prêmios

A rifa terá como prêmio principal o fusca, mas os participantes ainda terão outras duas chances de se darem bem. O segundo prêmio é uma central de alarme residencial. Lemuel, que trabalha como vendedor de uma empresa de alarmes, teve a força da chefia para garantir uma das premiações. Já o terceiro prêmio fica por conta da própria Andressa: uma sessão fotográfica realizada por ela. Atenção para todos os detalhes:

1º prêmio: Fusca vermelho, do ano 1977. O veículo está com toda documentação em dia. No dia do recebimento do mesmo, será realizado a transferência do documento (mudança de proprietário) e todos os gastos para isto, NÃO estão inclusos no prêmio.



2º prêmio: Central de alarme. A central vem completinha, mas no prêmio não está incluída a instalação. 

3º prêmio: Sessão fotográfica. A sessão é externa, com data e local a combinar e terá duração de 2 horas. Sem limite de quantidade de fotos. Todas as fotos serão tratadas e entregues em um DVD, com prazo de 20 a 30 dias após a sessão.

Observação: A entrega dos prêmios e a sessão fotográfica serão realizadas na região da Grande Florianópolis.

Como participar 

Se emocionou com a força de vontade do jovem casal? Então vamos ajudar os pombinhos a se casarem e viverem felizes para sempre? A rifa custa R$ 25. Lembre-se, são três prêmios. Você pode participar depositando o valor na conta do casal. É necessário o envio do comprovante de depósito pelo Whatsapp, no número (48) 9 9696-6837, para validar a participação no sorteio. Com a confirmação de depósito, será enviado o número da sorte também pelo Whats. Neste mesmo número, você pode tirar mais dúvidas e ter mais informações.

Procure o casal ainda pelo Instagram (@rifadofusca), peça solicitação para seguir, e envie mensagens pelo Direct da rede social, se quiser. Se preferir comprar a rifa pessoalmente, é só ligar para eles, nos números (48) 99696-6837 ou (48) 99646-8406, para combinar uma forma de pegar as rifas. Eles podem levar até você. 

Depósito:
Conta: 00011918-3
Agência: 3521
Op. 013
Caixa Econômica Federal
Andressa Kelly Santana Silva


FONTE: Diário Catarinense

Fotos: Júlia Santana Silva/Arquivo Pessoal - Andressa Santana Silva/Arquivo Pessoal
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