Featured

8/Destaques/custom

De Fusca na Copa: dupla brasileira vai rodar 20 mil km no Mundial na Rússia

POR 16.1.18
DANIEL MARENCO/ EXPEDIÇÃO FUSCAMERICA

Segundinho vai à Copa da Rússia. Veterano de estrada, o Fusca já rodou 40 mil quilômetros em 7 países da América do Sul. Agora, ele viajará para sua primeira aventura intercontinental.

A Sputnik Brasil entrevistou o idealizador do projeto, o fotógrafo e professor Nauro Júnior. Ele conta que precisava de um meio de transporte para levá-lo para a faculdade, e então trocou um iPhone pelo Fusca 1968 que depois foi batizado de Segundinho. O carro tornou-se o "xodó" da turma e fez sua excursão pela América como uma espécie de "viagem de formatura".

Ele [Segundinho] não chegou à Antártida porque a Marinha não quis levar ele, eu queria que eles levassem. Fiz 5 mil quilômetros até o extremo sul da América do Sul e lá peguei um avião da FAB e fui pra Antártida. Deixei o fusca em Punta Arenas e depois retornamos de navio por 6 dias e peguei o Fusca lá e retornamos para o Brasil. Deu 10 mil quilômetros essa viagem.

O périplo foi documentado na página Expedição Fuscamérica.

Agora, Segundinho vai de barco até Hamburgo, na Alemanha, e depois de trem até Moscou para então encontrar Nauro Júnior e o co-piloto Caio Passos.

A brincadeira começa com a Copa de 1978, na Argentina. Eu disse para o meu pai 'poxa vida, a Copa do Mundo é em um país aqui do lado, vamos ver a Copa?'. E meu pai tinha um Fusca e disse 'Não, tu é louco, um Fusca nunca vai chegar na Argentina'. Quase 42 anos depois, eu estou indo com um Fusca para uma Copa do Mundo do outro lado do Oceano, na Rússia. De alguma forma estou exorcizando isso, do meu pai falar que um Fusca nunca chegaria na Copa, diz Nauro.

O fotógrafo e professor universitário conta que o objetivo é mostrar o "lado B" da Copa do Mundo.

Vamos cruzar a Rússia com 'mucho sueño y poca plata' [algo como 'muitos sonhos e pouco dinheiro', em tradução livre], então se tiver que dormir no Fusca, vamos fazer isso, se tiver que fazer nossa própria comida, vamos fazer.

Nauro diz que não fala russo ou inglês, apenas "arranha" o espanhol. "Estamos indo para um evento em que as pessoas se comunicam em outro idioma, que é o idioma do futebol, da bola", diz.

O idealizador da empreitada diz que o Fusca Segundinho pretende seguir a Seleção Brasileira e percorrer cerca de 20 mil quilômetros, mas que também poderá acompanhar a participação de seleções latinas como Argentina e Uruguai no certame.

Não podemos correr o risco de querer fazer uma coisa impossível e quebrar o Fusca, ele tem 50 anos, é de 1968. E o líder da expedição também tem 50 anos, então temos que respeitar a idade.

DANIEL MARENCO/ EXPEDIÇÃO FUSCAMERICA/ DIVULGAÇÃO - No Salar de Uyuni, Bolívia. O maior deserto de sal do mundo.

Ele conta que comprou Segundinho para fazer par com outro Fusca que já tinha, por isso o nome "diferente" do veículo. Já durante o planejamento para acompanhar o Mundial de Futebol, ele fez pesquisas por agências de notícias russas para batizar seu carro e uma das possibilidades é de Segundinho ganhar um sobrenome: Sputnik.

Ele vai ser um 'correspondente' do Brasil na Rússia, então vai ser o Segundinho Sputnik, diz Nauro em tom de brincadeira.

Para bancar o projeto, será lançada campanha de financiamento coletivo no dia 20 de janeiro. O objetivo é levantar R$ 40 mil.



FONTE: Matéria originalmente publicada no site Sputnik News - https://sptnkne.ws/g397




Fusca de Cinema: Essa pequena é uma parada - What’s Up, Doc? (1972)

POR 17.11.17

Lembro de ter visto esse filme na minha infância na época que a Sessão da Tarde era boa e passava grandes clássicos do cinema. Quem não lembra do saudoso Jerry Lewis no célebre Professor Aloprado? Pois então, Essa Pequena é uma parada (em Inglês What's up, Doc) de 1972 é dessas comédias que você ri do princípio ao fim.


Essa Pequena é uma Parada traz de volta aquele clima das comédias malucas, típicas dos anos trinta e que traziam situações embaraçosas, batalhas de sexo e muita, muita correria.

O roteiro, escrito por Buck Henry, David Newman e Robert Benton, a partir de uma história do próprio diretor, é uma comédia maluca, ou screwball comedy, como chamam os americanos. Tudo começa quando dois pesquisadores, Howard (Ryan O’Neal) e Eunice (Madeline Kahn), chegam em São Francisco para participarem de um congresso. Eles terminam se envolvendo com Judy (Barbra Streisand) e, daí em diante, é confusão atrás de confusão. Além disto há um caso de uma bagagem trocada, que provoca mais confusão com o sumiço de documentos secretos e jóias.

As confusões do barulho aqui estão todas centradas em uma mala, ou melhor, em 4 valises exatamente iguais. Uma delas contém roupas e objetos pessoais, a outra pedras de valor arqueológico, uma terceira está lotada de joias e a última guarda documentos secretos do governo. Em uma daquelas coincidências maravilhosas que só a ficção nos oferece, as 4 malas e seus donos (e também os interessados em furtá-las) vão parar todos em um mesmo hotel que está recebendo uma Convenção de Músicos. Howard Bennister (Ryan O’Neal), o dono da mala cheia de roupas, é um dos concorrentes na convenção ao prêmio de 20 mil dólares. Tímido e um tanto quanto paranóico, o músico vê suas chances ao prêmio diminuirem e aumentarem ao mesmo tempo devido a intervenção de Judy Maxwell (Barbra Streisand), uma pequena diabinha loira de olhos azuis que surge do nada e passa a atormentá-lo. Enquanto Howard tenta livrar-se de Judy, os outros personagens envolvem-se em todo o tipo de mal entendidos, constrangimentos e confusões possíveis na tentativa de roubarem as malas uns dos outros.


A química que se estabelece em Streisand e O’Neal não poderia ser melhor. Além disso, Bogdanovich imprime um ritmo tão alucinante que, em alguns momentos, não conseguimos respirar direito por conta das contínuas gargalhadas. Em tempo: o título original do filme é uma referência à famosa frase do Pernalonga, que no Brasil recebeu a tradução de “o que é que há, velhinho?”.


Bom, o fusca que aparece em uma incrível e hilária perseguição (vídeo abaixo) é um Fusca Sedan 1968 Azul Real modelo alemão e fabricado nos EUA. 

O fusca é roubado da calçada na frente da Igreja de São Pedro e São Paulo no Washington Square Park em São Francisco, e o Beetle se esconde em um transportador de carro em uma área da cidade onde muitas concessionárias de automóveis já estavam localizadas.


A produção não teve permissão da cidade para conduzir os carros nos degraus concretos no Alta Plaza Park em San Francisco; Estes foram gravemente danificados durante a filmagem. No final da perseguição do carro, quase todos acabam se encontrando na Baía de São Francisco - exceto O'Neal e Streisand, confortavelmente à tona no Fusca (veja imagem).



A Volksvagem utilizou durante muitos anos a imagem desse filme para fazer propaganda, onde  defendeu a habilidade notável (e real) do Beetle de flutuar na água. Durante a realização desta cena, o ator Sorrell Booke quase se afogou na Baía.

Impressionante como o nosso besouro rouba a cena! VEJA:



Saiba mais sobre o filme aqui


ESSA PEQUENA É UMA PARADA - Trailer original




Poster Original do Filme

Dois amigos se aventuram rumo ao Alasca a bordo de um Fusca 1967

POR 16.11.17

Sair por aí e viajar de carro é o sonho de muita gente. Alguns querem um carro grande e confortável, outros uma van para curtir o clima hippie. Uns, no entanto, preferem a aventura. Para isso, escolhem um... Fusca. É o caso dos estudantes Mateus Galvão e Igor Ferreira, que saíram do Rio e estão rumando para o Alasca. Sim, o Alasca! Aquele estado lá no topo dos Estados Unidos, que no inverno tem média de 24°C negativos. 

- A ideia surgiu em um churrasco. Um amigo dos nossos pais falou para irmos de Fusca para o Alasca. Foi só aquele papo, mas ninguém pensou que fosse acontecer. Saí do trabalho e pensei que a ideia era maluca, mas era possível. Alguns outros amigos nossos também toparam e decidimos ir de Kombi. Acontece que, na hora da verdade, a galera desistiu e ficamos só nós dois. Por isso optamos pelo Fusca - conta Mateus.

Tudo aconteceu rápido: Mateus saiu do trabalho em julho e perguntou ao amigo Igor se ele topava a ideia. Igor demorou 10 segundos pensando e decidiu que iria junto. A missão era achar um carro relativamente bom e barato para a jornada. 

Mateus conta que achou o carro em Realengo, no subúrbio carioca, fechou negócio e logo colocou o carro na oficina para uma reforma rápida e revisão dos componentes. Em setembro os dois já estavam na estrada.

O Fusquinha 1967 está quase todo original. Os pneus diagonais já furaram mais de seis vezes - Foto: Arquivo pessoal

O Fusquinha verde 1967 é quase todo original. O motor é o original 1300, com sofríveis 46cv de potência na época. Com o tempo, com certeza alguns cavalos se perderam pelo caminho, o que torna o carro ainda mais fraco. Como melhoria, apenas um kit de ignição eletrônica para facilitar a partida do motor e um alternador para gerar energia suficiente para o som e entradas para recarregar o celular. O banco traseiro deu lugar a um armário de madeira reciclada para facilitar a acomodação das bagagens.

Já foram quase 11 mil quilômetros percorridos entre Brasil, Argentina, Chile, Peru, Equador e Colômbia. Hoje, o trio está no sul da Costa Rica, onde pretendem aproveitar um pouco da América Central com calma. Mateus e Igor são surfistas e sempre sonharam em curtir as ondas por lá.

Motorhome brasileiro rebocou o Fusca depois de uma pane elétrica - Foto: Arquivo pessoal

O único momento de apuros aconteceu na fronteira da Argentina com o Chile. Um problema elétrico no sistema de ignição eletrônica deixou os dois a pé no meio do nada. Ambos teriam que dormir em um posto de gasolina, com um frio de quase 2 graus negativos. Por sorte, um motorhome de duas brasileiras também estava por lá e elas rebocaram o carro até o Chile. De lá, um caminhão cegonha do Paraguai ajudou o Fusquinha a chegar em um mecânico e resolver o problema. A melhor parte disso? O conserto foi uma cortesia dos proprietários da oficina, que ficaram impressionados com a aventura.

E para quem também sonha em sair por aí viajando de carro, Mateus deu algumas dicas:

- O primordial é ter coragem, disposição e planejamento. Não é fácil ficar o dia inteiro na estrada, rodando por lugares onde não se vê nada e ninguém. A parte da alimentação também é complicada, ficamos horas sem comer em alguns dias para não atrasar o cronograma. A barreira da língua também é uma dificuldade. Nós falamos espanhol, mas tivemos alguns problemas. Não fizemos um planejamento tão detalhado quanto deveria e sofremos com isso. É necessário um planejamento bem completo para não ser surpreendido com a quantidade de pedágios, como nós fomos. Isso sem contar no susto na hora de embarcar o carro da Colômbia para o Panamá. O frete custaria quase US$ 2 mil (mais de R$ 6.500). Por sorte, conseguimos dividir um container com uma Kombi e uma moto da Argentina, o que nos salvou de gastar uma fortuna nessa parte da viagem - concluiu.



FONTE: O GLOBO

Fusca de Cinema: O ILUMINADO (1980)

POR 31.10.17
Um dos veículos mais populares da história, o Fusca também fez sucesso no cinema. Além de protagonizar a franquia “Se meu Fusca falasse”, na pele do simpático Herbie, o besouro marcou presença em diversos outros filmes.

Começo essa coluna aqui no blog com um filme que, apesar de me dar medo (principalmente pela loucura do cara), eu adoro... Trata-se do clássico cult O ILUMINADO.


O filme “O Iluminado” (The Shining) é um terror psicológico produzido e dirigido por Stanley Kubrick, em 1980. Baseado no romance de mesmo nome de Stephen King, a obra conta a história de Jack Torrance, um escritor e alcoólatra em recuperação que vai trabalhar como zelador no isolado Hotel Overlook. Jack é casado com Wendy, e o filho do casal, Danny, tem a habilidade de ver o passado e o futuro, além dos fantasmas que habitam o hotel. Logo que chegam ao Overlook, a família acabou presa por uma grande tempestade de neve e as presenças sobrenaturais do local começam a influenciar negativamente Jack.


O fusca que faz sua aparição em O ILUMINADO é um sedan amarelo de 1973 que a família dirige da montanha até o hotel.



A tomada aérea que abre o filme acompanhando o fusca amarelo de Jack pela estrada em direção ao hotel, com uma aterradora música composta por Wendy Carlos e Rachel Elkind, Kubrik já quer nos passar estranheza e um certo senso difuso que o destino daquele automóvel não é bom. 


CURIOSIDADES

O filme é baseado no livro escrito por Stephen King, mas Kubrick inseriu muito de sua visão pessoal e mudou bastante a obra original, o que não agradou muito o autor. Um trecho que mostra claramente essa mudança é que o carro da família no livro é um fusca vermelho, e no filme é amarelo.


Porém, isso não quer dizer que o veículo original não tenha aparecido no filme: existe uma cena de acidente de trânsito na neve em que um caminhão atingiu em cheio um fusca vermelho. Essa seria uma mensagem do diretor ao autor original.



VEJA A FAMOSA CENA DE ABERTURA ONDE O FUSCA APARECE:


Saiba Mais sobre o filme aqui.

 



Tecnologia do Blogger.